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A composição de uma série de fatores influi na escolha do tipo do arco. Alguns deles influem na escolha do material a ser utilizado, outros influem na escolha da forma a ser utilizada, etc.
Estes fatores podem ser: o carregamento ao qual está submetido a estrutura, a composição de carregamentos permanentes e acidentais pode alterar o dimensionamento dos arcos; o vão a ser vencido pelo arco também pode alterar a sua forma ou até mesmo a material a ser utilizado; a disponibilidade de material deve igualmente ser considerada quando do projeto de um arco.
Os principais tipos de arco são:
Arco semi-circular: conhecido também como arco romano, é um arco bi-apoiado e não é aconselhável para grandes vãos uma vez que a relação entre a largura e a altura (2 : 1) o torna inviável).
Arco elíptico: pode ter dois ou mais apoios, tendo condições de ser utilizado tanto para pequenos vãos (arco elíptico estreito) como para grandes vãos (arco elíptico largo).
Arco parabólico: o arco parabólico é um dos mais adequados do ponto de vista estrutural, pois têm a mesma forma parabólica do diagrama de momentos fletores o que faz com que as tensões de flexão sejam eliminadas.
Arco hipebólico: talvez por ter a forma de uma hipérbole que é relativamente difícil de ser construída este tipo de arco não é usualmente encontrado.
Arco "Moorish" ou "cebola": este tipo de arco pode ser considerado um arco tri-dimensional composto por grandes arcos de vários círculos.

Arco gótico: são os arcos em forma de ponta ou ogiva bastante comum nas grandes catedrais européias. A razão desta forma de arco é essencialmente religiosa, pois acreditava-se que se houvesse algo apontando para Deus (a ponta ou ogiva) conseguir-se-ia atingi-lo mais facilmente.

"As catedrais impõem o sentimento de confiança, de segurança, de paz. Como? Pela harmonia. A harmonia, nos corpos vivos, resulta do contrabalanceamento das massas que se deslocam. A catedral é constituída a exemplo dos corpos vivos; suas concordâncias, seus equilíbrios estão exatamente na ordem da natureza, procedem das leis gerais. Os grandes mestres que edificaram essas maravilhas monumentais possuíam toda ciência e podiam aplicá-la, porque haviam bebido em suas fontes naturais, primitivas, e porque ela havia permanecido viva neles”.
AUGUSTE RODIN, escultor francês
Porque ergueram essas colossais armaduras, as catedrais? Para nelas pôr -em segurança, acreditavam- o ovo imperceptível, este germe que requer tanta paciência, tantos cuidados: o GOSTO, esse átomo de sangue puro que os séculos nos transmitiram, que por nossa vez deveríamos transmitir.
Todos esses orgulhosos equilíbrios, todas essas acumulações de pedras glorificadas pelo gênio, que se elevam no extremo limite em que o orgulho humano perderia contato com a vida, com a espécie, e tropeçaria no vazio - tudo isso nada mais é que o relicário, ou antes, pois que esse relicário é vivo, é a Esfinge guardiã do Segredo...
O segredo se perdeu, já que somente alguns são hoje capazes de responder a elas. Seríamos capazes de responder à esfinge gótica se a própria natureza não se tivesse tornado, para nós, uma esfinge incompreensível....